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Joana

um mundo cheio de histórias para contar

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12
Jul17

NO PRATO | Ao 26 - Vegan Food Project

Joana Santos
Quem me conhece sabe que experimentar novos restaurantes e pratos diferentes é um dos meus passatempos preferidos. Desde que regressei a Portugal e deixei de comer carne as opções reduziram-se, é verdade. Mas, para ser sincera, esse facto tem tudo de positivo: a intensidade de sabores na cozinha vegetariana ou vegana é muito mais interessante para as minhas papilas gustativas. E, para além disso, há cada vez mais restaurantes que oferecem opções para aqueles que retiraram da sua alimentação os produtos de origem animal. Isso deixa-me, sem dúvida, muito feliz.

Estes dois meses em Portugal têm sido, por isso, uma constante aventura na procura de novos lugares para provar pratos maravilhosos. Na semana passada, recebi a visita de um amigo que conheci em Londres e, sendo ele vegan, quis levá-lo a um lugar que há muito já andava para experimentar. O Ao 26 - Vegan Food Project. Através da aplicação da Zomato, que me dá sempre um jeito enorme, encontrei a morada do restaurante, dei uma vista de olhos nas opiniões dos outros utilizadores e, curiosa, lá fui eu até à Rua Victor Cordon. Claro que me enganei na rua, porque me distraí com a chuva e com a conversa, mas valeu a pena andar às voltas para descobrir aquele sítio.

Entrámos numa sala muito diferente daquilo que esperava: o lugar é cuidado, luminoso, e, sinceramente, mais chic do que aquilo que eu esperava. Na mesa, tínhamos à nossa espera a lista de pratos, dividida em petiscos, saladas e tostas. Descobrimos ainda que há a possibilidade de escolher a opção de menu, composto por um prato principal e sopa. As vantagens de escolher o menu? É sempre diferente e apresentam-nos duas opções. Ou seja, hoje experimentam um sabor, amanhã têm outro à vossa espera.


Na hora de fazer o pedido, ajudados por uma empregada bastante simpática, eu optei por um mini burger de feijão frade e trigo sarraceno, acompanhado de quinoa mediterrâneo, alface e legumes salteados. O E. pediu um hambúrguer de beterraba com alface e queijo vegan. Para beber, ambos experimentámos a limonada caseira e muito fresquinha. Fomos servidos poucos minutos depois de pedirmos e presentearam-nos com pratos que, só de olhar, dava vontade de devorar num ápice. Não provei o hambúrguer do E., mas o meu estava delicioso. Como disse, o bom de uma cozinha sem produtos de origem animal é que, na minha opinião, todos os outros sabores são mais vivos: através do uso das especiarias, as leguminosas, os cereais e os verdes que em crianças  nunca pensámos comer transformam-se em explosões de sabores que se tornam viciantes. E o Ao 26 pareceu-me saber exactamente quais as combinações ideais.

Depois do prato principal, e quase já sem espaço para mais comida, não quisemos sair sem experimentar a sobremesa. O E. escolheu um leite creme (vegan, claro) e eu o bolo de chocolate. Quando comecei a reduzir os produtos de origem animal na minha alimentação, as sobremesas eram a parte mais difícil sempre que comia fora: a maior parte delas tem leite ou natas. Mas a verdade é que cada vez mais descubro que há alternativas para tudo e que, muitas vezes, tudo é mais saboroso e mutio menos processado. Foi isso que senti ao trincar aquele bolo de chocolate: os sabores são verdadeiros e nada em mim se ressente pois não há açúcar branco ou ingredientes industrializados do género.

Com tanta simpatia e boa comida, o Ao 26 pode ter a certeza de que ganhou uma fã que os irá visitar muitas mais vezes.



O restaurante está aberto de segunda a sábado. Atenção que no primeiro dia da semana, fecha às 15:30. Nos restantes dias, está aberto até às 23:00.

Se querem um conselho de amiga, façam reserva!
Quem já passou por lá?
 
Como foi a vossa experiência?
 
Com amor, 
 

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