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Joana

um mundo cheio de histórias para contar

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29
Ago17

VIVER EM LONDRES | A Casa de Sonho

Joana Santos

{As fotografias desta publicação foram tiradas da janela da minha primeira, segunda e terceira casa em Londres, respecivamente.}

 

Contava-me um amigo, de férias em Portugal, que na semana passada se deparou com duas caras desanimadas e com vontade de desistir depois de consultarem um portal de aluguer de casas em Londres. Tudo por culpa do preço. É verdade: as casas são caras e muitas vezes gastamos metade do nosso salário numa renda. Mas o segredo está em perceber que, naquela cidade, nada é definitivo e que a paciência é a nossa melhor amiga. Se hoje não encontramos a nossa casa de sonho, amanhã ela aparece-nos à frente como que por magia. O importante é estarmos sempre atentos e nunca baixarmos os braços. 

 

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1. Os melhores portais de aluguer de casas 

Depois de escolhida a zona e o bairro, estamos prontos para a aventura que é consultar um portal online de alguer de casas. Comecem pelo Zoopla e afastem-se do Gumtree. O primeiro permite-vos definir uma série de preferências, como se pretendem metro perto de casa ou se vos dá mais jeito paragens de autocarro, perceber onde ficam as escolas, os hospitais e parques mais próximos bem como qual é a estimativa mensal dos gastos e ainda vos indica, baseado nas opiniões de quem lá mora, se a zona é segura. O último é perfeito para scams, que é como quem diz fraudes. Pelo meio, há o SpareRoom, perfeito para quem quer encontrar um quarto ou alugar uma casa em conjunto. Este portal tem também uma aplicação para o telemóvel e funciona quase como rede social: podemos entrar em contacto com os nossos futuros housemates, perceber quais são os seus gostos e qual é a dinâmica da casa. Registem-se em cada um dos portais, criem alertas diários para novas casas e consultem-nos todos os dias. Quando enviarem mensagens, apresentem-se brevemente e marquem visita. As casas em Londres desaparecem num abrir e fechar de olhos. 

 

2. A abordagem a ter com a agência imobiliária

A maior parte das casas que vão encontrar são para alugar através de agências imobiliárias. O que, se querem que vos diga, é a opção mais segura, embora exija mais custos. Muitas vezes alugar casa directamente ao senhorio faz com que nunca estejamos certos do que nos vai acontecer: muitos senhorios alugam as casas ilegalmente, o que se torna um problema quando precisamos de comprovativos de morada, cartas de referência ou até mesmo de provar que vivemos naquele país. Mas atenção: procurem sempre informações sobre as agências que contactam. É importante sabermos que não estamos a ser enganados. Para mim, as melhores são a Foxtons e a London Residential: fizeram um excelente trabalho sempre que precisei. Podem ir directamente às agências e explicar o que procuram. Desta forma, têm o trabalho facilitado. O segredo para uma boa relação com este serviço é ser claro: o valor que estão disponíveis a pagar é X, querem uma casa com Y e Z em determinado lugar e não estão dispostos a aceitar nada para além disso. Caso deixem tudo em aberto os agentes imobiliários vão mostrar-vos sempre casas que estão muito para além do vosso orçamento em zonas que não vos interessam e com condições que não vão ao encontro das vossas necessidades. (Se estiverem à procura de casas na zona de Ealing Broadway, vão à Foxtons 54 The Mall e peçam para falar com Angat Kamboh! Melhor agente imobiliário de todo o sempre!)

 

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3. PM, PW & PCM - Quê?

Provavelmente, vão começar a deparar-se com uma série de termos que não vos vão dizer nada. Nesse caso, o Google vai ser o vosso melhor amigo. Mas não desistam (nem assinem nenhum contrato) até entenderem tudo aquilo que vos aparece nas descrições de cada casa ou quarto. Deixo-vos alguns exemplos mais comuns:

- PM: renda por mês (se pagam a 21 de Março, voltam a pagar a 21 de Abril);

- PCM: renda por mês do calendário (pagam em Março e voltam a pagar em Abril, ou seja pagam meses inteiros);

- PW: renda por semana (todas as semanas pagam o mesmo valor, independentemente de existerem 4 ou 5 semanas em determinado mês);

- Double Bedroom: quarto de casal;

- Studio: estúdio, ou seja, o quarto, a sala, a cozinha e a casa de banho são no mesmo espaço;

- Live-in landlord: o vosso senhorio vive na mesma casa;

- Shared-living: maioritariamente casas de estudantes e pessoas mais jovens, onde cada pessoa tem o seu quarto com casa de banho e depois partilha a sala e a cozinha com o prédio inteiro.

 

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4. A visita

Quando encontrarem a casa ideal e, finalmente, marcarem a visita, preparem-se. Escrevam num papel todas as perguntas que querem fazer a quem lá vive ou ao agente imobiliário: sem vergonhas e sem medos. Percebam quais as taxas a pagar à agência, se há custos envolvidos com o council tax, quem é responsável por activar a luz e a água e quais os motivos que levaram os anteriores moradores a saírem daquela casa. Depois, deixem-se guiar pela energia da casa: quando entram, sentem-se bem?, começam logo a imaginar o quão boa vai ser a vossa vida ali?, os vossos interesses batem certo com os das pessoas que já lá vivem?. Mas, claro, não se esqueçam de olhar com atenção para a envolvente da casa: há buracos nas paredes ou no soalho?, as janelas vedam bem?, há marcas de humidade?, a casa está arrumada?. Se já se sentirem em casa, então perguntem como podem dar início ao processo de aluguer. Quanto mais rápido melhor, para que ninguém vos fique com a casa.

 

PS1: Acabei por ir pesquisar quartos para alugar em Londres, enquanto escrevia esta publicação, e dei de caras com umas casas lindas na rua onde morei mais tempo. Deu-me a saudade e fiquei nostálgica. Em breve, falo-vos sobre as minhas casas nesta cidade e as histórias bonitas em cada uma delas.

 

PS2: Levem cerveja ao Angat. Ele gosta de Sagres e Super Bock. 

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