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Joana

um mundo cheio de histórias para contar

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22
Ago17

VIVER EM LONDRES | Casa partilhada ou viver sozinho?

Joana Santos

Facto: Londres é gigante.

Como se não bastasse o enorme tamanho desta cidade, os número não mentem: cabem lá todos os habitantes de Portugal. Traduzindo, há casas (maioritariamente de dois ou três andares) a perder de vista e encontrar um espaço que nos acolha pode ser (e é, na maior parte das vezes) uma dor de cabeça.

Então, por onde começamos?

IMPORTANTE: viver em Londres sai caro. 

 

1. Decidir se queremos morar sozinhos ou acompanhados

Por esta altura, em que já sabemos qual vai ser o nosso salário, pois já arranjámos trabalho, podemos estimar quanto dinheiro temos disponível para a renda de uma casa ou de um quarto. Se o nosso objectivo for poupar dinheiro ou conhecer pessoas diferentes daquelas que habitam a nossa realidade, o melhor é alugar um quarto. Se temos mais dinheiro disponível e não queremos abdicar da nossa privacidade, então uma casa será a melhor opção. A maior parte das pessoas que fui conhecendo ao longo da minha estadia em Londres optou or partilhar casa (eu entro para a contagem!), embora tenha conhecido outras que, por viverem com os namorados, conseguiram alugar uma casa com apenas um quarto. A verdade é que alugar um quarto, nesta cidade, pode custar-nos quantias monstruosas.1200 libras por mês, para ser mais concreta. Mas também é possível conseguir uma casa pelo mesmo valor. Tudo depende das zonas que escolhemos, da quantidade de pessoas que a casa alberga e, obviamente, da qualidade da casa.

 

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2. Norte, sul, este ou oeste?

 

A simples tarefa de atravessar Londres pode levar-nos aos quatro cantos do mundo. Por isso, escolher entre um dos quatro pontos cardeais pode ser uma tarefa difícil. Para facilitar há que olhar para a linha de metro, ou de qualquer outro transporte público ue utilizemos, e perceber qual dos pontos nos leva mais rápido ao nosso destino diário: o local de trabalho. É muito fácil levarmos mais de uma hora para chegarmos ao nosso destino final, por isso há que facilitar naquilo que pudermos. Mas atenção: nem todas as zonas se enquadram nos nossos estilos de vida. Se queremos estar perto da comunidade portuguesa, então devemos focar as nossas atenções no sul da cidade. Para aqueles que não vivem sem saídas à noite, idas ao teatro e lojas de produtos em segunda-mão, então o este é definitivamente a vossa casa. Os que estão mais habituados a viver em cidades-dormitório vão encontrar conforto na parte norte de Londres. Já os que não dispensam uma boa dose de glamour, passeios ao sábado por lojas de roupa caras e brunches de domingo em boulangeries simpáticas devem optar pelo oeste. Este é também o lugar ideal para quem gosta de correr junto ao rio ou fazer caminhadas em parques gigantescos.

 

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3. Que bairro escolher?

Okay, Londres divide-se por bairros. Tal como um concelho em Portugal se divide por freguesias. Há bairros melhores, geralmente mais caros, há bairros onde ninguém nos recomendará viver, com casas que se alugam ao preço da chuva, e depois há bairros que só depois de lá morarmos é que percebemos o quão bons eles são. Depois de escolherem o ponto cardeal que mais vos diz, aventurem-se pelos diferentes bairros e deixem-se levar pela magia de uma cidade em constante movimento. No sul, os bairros mais cool, na minha opinião, são Richmond e Kingston, embora sejam também mais familiares. Croydon seria uma zona que evitaria. Lambeth um intermédio para quem não dispensa uma bica e um pastel de nata pela manhã. No este, Hackney roubou-me o coração. Há lá coisa melhor do que os baguels de Shoreditch? Do que os cafés trendy de Dalston? Do que uma garrafa de vinho à beira do Regent's Canal? Já Barking e Dagenham são zonas a evitar. Para as famílias, Waltham Forest (Walthamstow, Enfield e Leytonstone) pode ser uma zona agradável, embora de má fama. Este foi o bairro que me acolheu assim que cheguei. A norte, Finsbury Park, no bairro de Islington, há-de ser sempre o meu local preferido: um chocolate quente no Park Theatre, um jantar num dos infinitos restaurantes de Stroud Green Road ou as compras de sábado por Holloway Road. Seven Sisters, em Haringey, há-de ser sempre um lugar a evitar, que me recorda uma caminhada sem fim em busca de uma casa que não existia. Já Camden é uma opção agradável para quem não dispensa a boa vida. Por fim, o oeste: o último local onde vivi. E digo-vos, sem hesitar, Hammersmith & Fulham ou Ealing são os melhores bairros de sempre. Ealing é indicado para quem quer assentar: viver sozinho ou em casal, fazer compras no Morrissons ao fim de semana e provar as melhores pizzas de todo o mundo (isto é um teasing para outra publicação, okay?). Harrow e Hounslow não me convenceram. 

 

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Depois de tomada a decisão, é meter mãos à obra. Na próxima publicação, partilho convosco as minhas dicas sobre os melhores websites para encontrar a casa perfeita e ajudo-vos a entender as descrições de cada anúncio, para que, na hora de assinar o contracto, nada vos escape.

 

Até lá, relembrem outras informações importantes:

O que fazer antes de partir | O que fazer quando chegar | Como encontrar trabalho | 

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