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Joana

um mundo cheio de histórias para contar

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19
Set17

VIVER EM LONDRES | Como chegar a Londres & Oyster Card

Joana Santos

Há algum tempo que andavam a pedir-me esta publicação, pois é das que mais suscita dúvidas, tanto a quem escolhe Londres como a sua casa como também àqueles que só lá estão de passagem. Afinal de contas, qual é a melhor forma de chegar ao centro da cidade partindo dos diferentes aeroportos? E de que forma nos podemos deslocar sem gastar rios de dinheiro? Vamos descobrir.

Na hora de comprar um bilhete de avião com desino a Londres, o aeroporto de chegada pode ter uma grande influência no preço total da viagem. De facto, o único aeroporto que fica no centro da cidade, tornando possível partir e chegar a ele através das linhas de metro, é Heathrow. Este é o maior e mais conhecido aeroporto do Reino Unido. Mas, por ser de tão fácil acesso, é também aquele que recebe os vôos de companhias aéreas mais premium, como é o caso da British Airways e da TAP. Para quem, como eu, tem preferência pela Ryanair e EasyJet (porque há sempre promoções, se estivermos atentos), não há outra hipótese senão a de voar para Gatwick, Luton ou Stanstead (para quem parte de Lisboa, este é, na maior parte das vezes, o aeroporto de destino).

Salvo raras excepções, Heathrow nunca foi o meu aeroporto de chegada ou partida e, portanto, durante estes dois anos, tive de procurar sempre as opções mais em conta para me deslocar de e para os aeroportos alternativos. E cheguei à conclusão de que não há nada melhor do que o EasyBus. O EasyBus é um autocarro que faz as viagens entre o norte, sul, este e oeste de Londres e os aeroportos de Luton, Gatwick e Stanstead. E, se comprarmos o bilhete com algumas semanas ou meses de antecedência, pagamos apenas £1. Ou seja, o equivalente a 1.15€. 

 

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Ora, então, o que eu costumo fazer é: compro o bilhete de avião em promoção e, logo de seguida, compro o bilhete de autocarro, para conseguir o melhor preço. Entrando no portal do EasyBus, devem criar uma conta e depois escolher o aeroporto de chegada e o destino mais perto do local onde vão ficar. Por exemplo, chegando a Stanstead podem escolher um autocarro que vos leve às grandes estações de Victoria, Paddington e King's Cross, onde encontrarão outros meios de transporte disponíveis para outros pontos da cidade, ou, então, a zonas mais residenciais como Finchley Road, Golders Green e Stratford. Os autocarros que partem de Luton deixam-vos nos mesmos locais daqueles que partem de Stanstead, acrescentando à lista também a zona de Brent Cross.

Se, por sua vez, o vosso aeroporto de chegada é Gatwick, no sul de Inglaterra, terão à vossa disponibilidade autocarros que vos deixam mais a sul de Londres, como é o caso de Vauxhall e de Stockwell, mas também existe a possibilidade de escolher um autocarro para Victoria Station. 

Se o preço não é o suficiente para vos atrair, deixem-me que vos diga que este serviço funciona durante 24 horas. Portanto, mesmo que cheguem ao aeroporto à meia noite, terão sempre uma forma fácil, barata e segura de viajar até ao centro de Londres. E, como Londres nunca pára, em qualquer ponto da cidade encontrarão uma estação de metro ou outro autocarro que vos deixe no exacto local onde ficarão a dormir. 

O que eu e o Gui costumávamos fazer nas nossas viagens era tão simples quanto reservar lugares no EasyBus, geralmente até à estação de Victoria, e depois, se já chegássemos muito tarde, apanhar um Uber que nos deixásse exactamente à porta de casa. Em Londres (e, no geral, em quase todo o lado), a Uber funciona muito melhor do que os serviços de táxi. 

Existem outras opções, claro. É o caso do Gatwick Express ou do Stanstead Express: comboios rápidos (apenas com três paragens cada um) que nos trazem do aeroporto a sul e do aeroporto a norte de Londres até ao centro da cidade. Usei cada um deles apenas uma vez e porque já não havia bilhetes para os horários pretendidos no EasyBus. A verdade é que, embora sendo mais rápidos, são também muito mais caros: cada viagem custa cerca de £15, o equivalente a 16.90€. Ou ainda o MiniCab, um género de táxi. Esta é a opção preferida de quem chega ou parte de madrugada, mas, tendo em conta que uma viagem pode custar cerca de £100 (113€), nunca foi uma opção minha, que viajo sempre de forma a gastar o menos possível e a aproveitar o mais possível.

Mas e quando chegamos a Londres? Qual é a maneira mais simples de nos desclocarmos?

Em Londres, existe um cartão de viagens, semelhante ao Lisboa Viva ou ao Andante, de seu nome Oyster Card. Eu sei: é um nome engraçado. Este cartão pode ser carregado com valores monetários tão vastos, que vão das £5 até às £100, e permite-vos andar por toda a cidade, de metro, de autocarro e de comboio. Ao chegar a uma estação, dirijam-se a uma qualquer máquina de compra de bilhetes e carreguem na opção Oyster Card. Vai-vos ser cobrado um valor de £5 pelo cartão, que vos é devolvido depois, se assim o entenderem. Para quem apenas está na cidade de passagem, £30 é o suficiente para fazer os percursos turísticos mais habituais em quatro dias. Todo o dinheiro que sobrar, inclusivamente as £5 da compra do cartão, é-vos devolvido no final da vossa estadia. Para tal, apenas têm de se dirigir a qualquer máquina que diga "Oyster Refund". 

 

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NUNCA, excepto se só lá estiverem por um dia, comprem bilhetes diários. Muitas vezes, os turistas são levados a pagar mais por um bilhete diário (cinco bilhetes diários, se lá estiverem cinco dias), gastando o triplo ou o quadruplo do que gastariam se carregassem um Oyster Card. 

Para quem acabou de chegar para viver, o melhor mesmo é comprar a opção semanal do Oyster, mas apenas válido da zona 1 à zona onde residem. Por exemplo, quando cheguei, estive um mês na zona 3. Mas deslocava-me frequentemente para a zona 1, não só para entrevistas de emprego, como também para visitar amigos e passear pela cidade. Por isso, durante aquele mês, todas as semanas carregava o Oyster e deslocava-me livremente. Quando me instalei na nova casa e percebi a zona em que ia trabalhar, passei a adquirir o "passe" mensal, entre a zona 1 e 3: morava na 2, trabalhava na 3, mas, nas minhas folgas, passeava também pela zona 1, pelo que me compensava mais ter as três zonas de metro. Com o tempo, vão perceber qual é a opção que funciona melhor para o vosso estilo de vida.

Espero ter-vos ajudado! Caso precisem de dicas mais concretas ou ajuda específica na compra dos bilhetes, falem comigo! O e-mail é: onbeingjoana@gmail.com! :)

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